Digitalize seu negócio: use a última milha na entrega
Introdução: a FRN³ frequentemente fala sobre democratização do e-commerce (já abordado no artigo sobre seller center); este artigo discute como o aproveitamento de lojas físicas para fazer a última milha das entregas pode acelerar essa digitalização — transformando pontos de vend
a FRN³ frequentemente fala sobre democratização do e-commerce (já abordado no artigo sobre seller center); este artigo discute como o aproveitamento de lojas físicas para fazer a última milha das entregas pode acelerar essa digitalização — transformando pontos de venda também em pontos de envio/retirada, uma aplicação prática do conceito de omnichannel.
O que é last mile delivery: etapa final do envio, do centro de distribuição até o cliente — fase mais crucial da experiência de compra, pois é quando o consumidor está mais ansioso. Lojas físicas se tornam “mini centros de distribuição” nas cidades — é mais eficiente transportar grandes volumes para poucos endereços (lojas) do que rotas fracionadas de um armazém distante. Exemplo citado: Magazine Luiza, com entregas em menos de 1 hora para 11 cidades brasileiras. Também cita apps de delivery (Rappi, iFood, Zé Delivery, Cornershop) que transformam bares/restaurantes/mercados em sellers e mini-CDs, e casos de shoppings/supermercados usando estacionamentos para retirada (ex.: Carrefour com drive-thru desde 2018; Delivery Center ampliando hubs logísticos em shoppings).
Como preparar lojas físicas — Dark stores: lojas convencionais fechadas ao público, tornando-se espaços exclusivos de armazenamento/coleta, com disposição de produtos parecida com armazéns de e-commerce; faz sentido quando duas lojas na mesma região canibalizam vendas uma da outra; risco é perder as vendas físicas.
Lojas híbridas: não deixam de ser ponto de venda, mas separam área de atendimento da área de distribuição (hub logístico), evitando ruptura de estoque; entregadores têm acesso próprio; desvantagem é o ponto de venda ficar mais apertado.
Benefícios do last mile: (1) Mais upselling/cross-selling — fluxo maior de pessoas na loja ao retirar pedidos gera oportunidades de venda adicional; (2) Menor obstrução nos corredores — separar áreas melhora deslocamento e conveniência para o cliente físico; (3) Parceria com outros canais — área de distribuição pode servir como hub para outras empresas/lojas da mesma rede (ex.: distribuidora de bebidas reservando espaço para Zé Delivery; integração de estoque via “prateleira infinita” da VTEX). o omnichannel abre inúmeras possibilidades de integração, não exigindo necessariamente e-commerce próprio; a complexidade tecnológica não é das maiores, mas estratégias de last mile envolvem custos com obras, engenharia, comunicação e RH — investimento que vale a pena para quem busca inovar, gerar novas receitas e melhorar a experiência de entrega.
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