Artigo

O poder das objeções no desenvolvimento de uma loja

Introdução: às vezes é mais fácil expressar o que NÃO se quer do que o que se quer — isso vale tanto para escolhas simples quanto para decisões complexas como o design/funcionalidades de um e-commerce; usar objeções como base de briefing pode simplificar entregas.

às vezes é mais fácil expressar o que NÃO se quer do que o que se quer — isso vale tanto para escolhas simples quanto para decisões complexas como o design/funcionalidades de um e-commerce; usar objeções como base de briefing pode simplificar entregas.

Orçamento: objeção mais óbvia; conhecer os limites do investimento ajuda a determinar restrições (contratação de plataforma, integradores, funcionários, agência); recomenda transparência sobre o limite financeiro com fornecedores para rota menos tortuosa.

Conhecimento de e-commerce: experiência prévia facilita listar objeções (plataforma que não atenderá, plano limitado, agência sem bom suporte, feature pouco útil, posições de time desnecessárias); sem essa vivência, a saída é buscar referências no mercado.

Referências de outras lojas: ao estudar concorrentes/referências, documentar também o que NÃO deve ser replicado (excesso de informação, tamanho de produtos nas prateleiras, layout genérico do setor).

Cores e fontes: exemplo prático — e-commerce de autopeças pode rejeitar azul por remeter ao concorrente principal; ter identidade visual documentada evita essa objeção.

Prateleiras de produtos: pontos a definir incluem quantidade de produtos por linha, efeitos de mouseover, “adicionar ao carrinho” direto na vitrine, informações exibidas (preço, parcelas, avaliações), personalizações (produtos similares, compre junto, vistos recentemente), CTAs e estrutura visual (grade, mosaico). Exemplo: loja de mesas para computador não deveria usar “adicionar ao carrinho” direto pois o cliente precisa ver medidas/peso suportado na página do produto.

Nem tudo cabe em objeções: decisões de modelo de negócio — regras comerciais, catálogo, árvore de categorias, canais de venda — não se resolvem por rejeição; só o cliente sabe como sua loja deve vender; agência/plataforma orientam questões técnicas, não estratégicas de catálogo.

Objeções geram atalhos: indicar restrições no briefing ajuda quando o cliente desconhece o universo do e-commerce ou está aberto demais a ideias; objetivo é cortar caminhos, alinhar lojista e agência, respeitar cronograma e custo previstos; muitas objeções também são levantadas pelos próprios fornecedores (nem todas as agências são consultivas — algumas apenas executam briefing).

Conclusão: quando não souber o que incluir, valorizar as rejeições — quanto mais dados numa base de conhecimento, melhor ela é.