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Como deixar o cliente no controle da experiência de compra em um e-commerce?

Introdução: O artigo parte de uma live sobre logística na Black Friday, em que foi levantada a ansiedade do consumidor quando o pedido sai para entrega — um dos momentos mais importantes da experiência de compra. O cliente aciona o SAC, consulta app/site da transportadora, buscan

Por admin Data de publicação: 08/07/2021 (article:published_time 2021-07-08T21:24:23+00:00; modified 2025-03-29).8 minutos
Como deixar o cliente no controle da experiência de compra em um e-commerce?

O artigo parte de uma live sobre logística na Black Friday, em que foi levantada a ansiedade do consumidor quando o pedido sai para entrega — um dos momentos mais importantes da experiência de compra. O cliente aciona o SAC, consulta app/site da transportadora, buscando informação e previsibilidade. Isso está ligado à confiança criada entre loja e consumidor: quando essa corrente é quebrada, o resultado reflete nas vendas. Segundo pesquisa da Opinion Box e Digitalks, “59% dos clientes não voltariam a comprar com uma marca após uma experiência ruim”.

1. Simplifique a vida do cliente para poder simplificar a sua: O ponto-chave é a autonomia do visitante em relação às etapas da compra. Pergunta-se: a descrição do produto traz os detalhes necessários? Há boa variedade de fotos? Há vídeo de unboxing/review? Os comentários são autênticos? O frete é calculado antes do carrinho? Tudo isso reduz dúvidas e aumenta segurança, evitando que o cliente acione o SAC. No pós-compra, vale investir em sistemas que comunicam claramente o status das entregas — o texto argumenta que uma entrega de 7 dias com previsibilidade pode ser preferível a uma de 3 dias sem aviso.

2. Mostre um site seguro e confiável: Além da confiança subjetiva, é fundamental um ambiente realmente protegido, com o cliente informado de que o site está legitimado — desde protocolo SSL até selos como Ebit, Konduto, Reclame Aqui, Movimento Compre & Confie e PCI da VTEX. Esses certificados garantem proteção de dados de pagamento, atendimento a reclamações, transparência em pesquisas de mercado e compromisso com satisfação do cliente. Certificados de qualidade como Inmetro são citados como imprescindíveis para lojas com marcas menos famosas. É citado o exemplo das Americanas, que criou um “Guia de Segurança” (hotsite com canais oficiais, ações e dicas antifraude).

3. Crie documentações claras e satisfatórias: Página de política de devoluções e trocas é citada como documentação relevante para quebrar desconfiança. Cita pesquisa da Ebit (2017): “44% do público entrevistado desistiram de comprar em um e-commerce por pensar que a devolução seria complicada”. Sugere-se elaborar documentação fácil de consumir (infográficos, vídeos instrutivos) em vez de páginas extensas. Outras documentações citadas: FAQ, regulamento de promoções/cupons, regras de frete grátis/expresso, atendimento com sellers externos em marketplace, programas de cashback/pontos, planos de assinatura/fidelização.

4. Seja fácil de ser contatado: Cita pesquisa de 2020 do grupo Sercom com o instituto Qualibest: “64% dos brasileiros preferem os modelos mais rápidos de SAC (como WhatsApp, Telegram e chat) do que os modelos tradicionais”. Cita também pesquisa da Opinion Box e Mobile Time: “78% dos usuários de WhatsApp e 72% dos de Instagram já usam esses apps para conversar com as marcas”. Argumenta que não basta oferecer canais — eles precisam ser facilmente acionáveis (ex.: botão de chat visível na tela de status do pedido).

Em uma experiência de compra, o controle tem a ver com confiança (conclusão): Deixar o cliente no controle é dar autonomia para comprar com a menor desconfiança possível — analogia com planejar uma viagem, antecipando informações para sair mais preparado. No e-commerce, se o visitante navega, pesquisa, usa o chat e paga com poucas travas, terá experiência fluida e segura. Fecha convidando a tornar a experiência de compra “uma viagem prazerosa, assistida e sem riscos”.